10 informações essenciais para entender melhor a asma

Dizer que a gente “celebra” o Dia Mundial da Asma é meio estranho! A doença é responsável por mais de 100 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com dados do Ministério da Saúde e afeta muitas famílias – como a minha!

Caracterizada pela inflamação crônica das vias aéreas, ao todo 6,4 milhões de pessoas acima dos 18 anos sofrem com o problema no Brasil, sendo que as mulheres são as mais acometidas pela enfermidade — cerca de 3,9 milhões delas afirmaram ter diagnóstico da doença. [1]

Quarta principal causa de internações, como aponta a Sociedade Brasileira de Pneumologia, a asma não tem cura. Entretanto, hoje existem tratamentos que são capazes de amenizar os sintomas da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. [2]

Atento à falta de informação sobre o problema, o pneumologista Oliver Nascimento, médico assistente da disciplina de pneumologia da Unifesp e especialista interno da GSK elaborou uma lista com 10 informações fundamentais para se identificar, prevenir e tratar a doença.

Veja:

1-Genética

A genética tem grande influência na asma e crianças de pais asmáticos possuem um risco maior de desenvolver a doença. Se um dos pais forem asmáticos o risco é de 25%, enquanto se os dois tiverem o problema à probabilidade sobre para 50%. [5]

2-Idade

A asma afeta pessoas de todas as idades, mas geralmente começa na infância. Nos Estados Unidos, mais de 25 milhões de pessoas são conhecidas por terem asma. Cerca de 7 milhões são crianças. [4]

3-Vilões

Um dos principais fatores desencadeantes da asma são os ácaros, e micro-organismos que se alimentam de pele descamada e que habitam carpetes, cortinas e travesseiros. [2]

4-Cuidados

Cada tratamento é único. O tratamento da asma deve ser individualizado, ou seja, o que serve para um paciente pode não ser a opção adequada para o tratamento de outro. [2]

5-Atividade física

Atividade física é fundamental para um estilo de vida saudável. A natação, por exemplo, ajuda no fortalecimento da musculatura respiratória. Já beber de dois a três litros de água por dia ajuda a fluidificar as secreções e facilita na sua eliminação. [3]

6-Animais de estimação

Cuidado com os animais de estimação. Não é apenas o pelo que pode desencadear uma crise asmática. A descamação natural do animal, assim como sua saliva e urina são capazes de atuar como gatilhos para a doença. [2]

7-Tabagismo

O tabagismo e fumo passivo levam à piora dos sintomas. Ou seja, mesmo se o asmático não fumar, ele pode ser prejudicado pela fumaça dos outros. [2]

8-Obesidade

Evidências epidemiológicas demonstram que a obesidade resulta em um risco elevado de se desenvolver a asma. Mesmo os níveis modestos de aumento de peso aumentam o risco da asma. [6]

 9-Vacinação

Proteja-se das infecções virais, como gripe e resfriado comum. Eles podem desencadear sintomas da asma. [2]  Lavar as mãos com frequência e manter a carteira de vacinação em dia podem ajudar no combate a infecções mais graves. A vacina contra a gripe é indicada para todas as pessoas asmáticas, independente da idade. [7]

10-Cura

A asma não tem cura, mas pode ser controlada a ponto dos seus portadores levarem uma vida normal. Procure um pneumologista. [3]

 

Referências:

 

  1. Portal Brasil. Asma atinge 6,4 milhões de brasileiros. 24 de janeiro de 2015. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/saude/2015/01/asma-atinge-6-4-milhoes-de-brasileiros>. Último acesso em: 28 de março de 2017

 

  1. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Asma. Disponível em: <https://sbpt.org.br/espaco-saude-respiratoria-asma/>. Último acesso em: 28 de março de 2017

 

  1. Portal Dráuzio Varella. Asma. Disponível em: <https://drauziovarella.com.br/drauzio/asma-2/>. Último acesso em: 28 de março de 2017

 

  1. National Heart, Lung, and Blood Institute. What is Asthma?. 2012. Disponível em: <https://www.nhlbi.nih.gov/health/health-topics/topics/asthma/> último acesso em: março de 2014

 

  1. Thomsen, SF. Genetics of asthma: an introduction for the clinician. 2015. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4629762/>. Último acesso em: 24 de abril de 2017

 

  1. Lugogo, NL.Does obesity produce a distinct asthma phenotype?. 2010. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19875708>. Último acesso em: 24 de abril de 2017.

 

  1. Who. Influenza (Seasonal) Media centre. 2014. Disponível em http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs211/en/.Último acesso em: 27 de abril de 2017

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