Meu respiro depois do mergulho da maternidade

Oi, gente! Tudo bem? Meu nome é Marina e sou a mais nova colunista do delicioso Mãe com Filhos!!! Carioca da gema, 35 anos, casada, mãe da Beatriz, de 8 anos, e da Cecilia, de 5 anos. Semana passada fiz meu primeiro post aqui e percebi que, ato falho, não havia me apresentado a vocês! Que descortesia!

http://www.maecomfilhos.blog.br/2018/04/decor-com-filhos.html

 

Um espaço cheio de mães amigas e que compartilham suas idéias sobre maternidade e sobre a vida e eu entro no grupo e já saio falando sem me apresentar! Eita! Perdoem-me! Adoro falar! Adoro escrever! Então deixem-me corrigir meu erro!!!

Sou designer de interiores e cheguei pra conversar com vocês sobre decoração, casa, sobre o morar, sobre a forma como nos relacionamos com nossas casas!!! Adoro blogs e sou leitora assídua desde 2007, quando, inclusive, comecei um blog de decor chamado Coisas Que Me Inspiram, ainda não trabalhava com interiores (era advogada), mas já escrevia sobre o tema! Em 2009, com a gravidez da mais velha, deixei o universo da decor de lado e comecei a escrever no Mãerina, um blog pra falar sobre a maternidade! Naquela época a blogsfera era um grão de mostarda e quase todo mundo se conhecia! Era muito gostoso! Aprendi muito e os blogs exerceram um papel fundamental para me construir como mãe.

Acontece que a maternidade foi, pra mim, como um salto de um desfiladeiro para o mar:  quando você pula, aquele impulso é tão intenso, tão cheio de sensações e tão forte, que você mergulha fundo, muito fundo e vai aproveitando cada segundinho do mergulho, mas uma hora percebe que, por mais delicioso que seja aquele mundo ali você precisa começar a subir pra respirar.  A maternidade me puxou pra um mergulho delicioso e absolutamente transformador, mas quando precisei voltar à tona, já não estava mais ali no desfiladeiro, estava na água e precisava me reencontrar de novo! Foi quando, depois de muitas dúvidas e questionamentos, decidi seguir aquilo que meu coração me dizia! E larguei oficialmente o direito para virar designer de interiores.

Tornar-me designer de interiores foi natural, embora não tenha sido fácil. Trabalhar com algo que me motiva, em que acredito e que pelo qual sou apaixonada tem sido delicioso e me possibilitado estar presente na vida das meninas!

Sempre acreditei que a casa da gente deve ser lugar de acolhimento, que o morador deve, tão logo a chave rode na fechadura, se reconhecer em cada pedacinho da casa! Desde pequena sempre me vi fascinada pelas revistas de arquitetura e decoração da minha mãe, rasbiscava observações sobre os projetos, rasgava as páginas com ambientes que mais curtia e guardava numa pastinha, praticamente um Pinterest analógico! Sou dessas que anda na rua esticando o pescoço pra tentar fuxicar para além da janela alheia e tenta imaginar como é a pessoa que mora ali!

Como mãe, quero que minha casa seja um lugar onde minhas meninas possam aprender sobre o mundo, ver como nós nos comportamos, como esperamos que elas se comportem, aprender princípios que julgamos fundamentais para eles se estabelecerem no mundo como pessoas boas, éticas e dotadas de habilidades para seguirem seus caminhos deixando um rastro bom e memorável. Minha batalha pessoal é criar uma casa onde os ambientes nos servem e não o contrário! Onde eles sejam cenário de conversas, confissões, risadas, choro, silêncios e assim por diante…

Como designer, acredito que qualquer casa merece ser linda e repleta de afeto, um espaço onde a gente se sinta à vontade pra ser a gente mesmo, pra guardar nossas memórias e cultivar pontes que possam nos levar aonde queremos ir! Casa é espaço sagrado, aonde a gente acalma a mente, o coração e põe as coisas em perspectiva.

Quem é mãe sabe como difícil manter uma casa minimamente organizada e bonita quando os filhos começam a ocupar os espaços. Mas aqui vamos pensar juntas sobre isso, desconstruir esse ideal de que a casa perfeita deve ser cheia de tendências, sem manchas no sofá, sem brinquedos no chão. E começar a construir a idéia de que, casa linda é aquela cheia de vida e na qual os ambientes servem aos moradores, são usados, ficam gastos, mas cheios de memórias e histórias!!! Os filhos, afinal, são moradores da casa e merecem se reconhecer no espaço tanto quanto nós!!!

3 comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s