Colo em livre demanda

Uma vez, quando visitava uma amiga com bebê novo, eu disse:

“Com a tia Sam, é colo em livre demanda”

E tem que ser assim!

Em primeiro lugar, eu sempre estou disponível para pegar os bebês quando tenho amigas mães porque eu sei que às vezes a gente só precisa dos braços livres por uns minutos, para comer, conversar, abraçar outras pessoas ou só ficar livre!

Mas também porque sou adepta da criação com apego.

http://www.avidaquer.com.br/criacao-com-apego-e-o-livro-the-successful-child/

E agora tem estudos que comprovam que quanto mais você abraça um bebê, mais o cérebro dele cresce.

É o que diz uma pesquisa recente do Nationwide Children’s Hospital, em Ohio, EUA, que avaliou 125 bebês, tanto prematuros como nascidos a termo, e analisou o quão bem eles reagiam ao serem tocados fisicamente, receberem contato humano.

Os resultados indicaram que os bebês que foram submetidos a mais carinho pelos pais ou funcionários do hospital mostraram uma resposta mais forte do cérebro. Isso revela como o contato corporal ou o balanço do bebê nos braços faz uma grande diferença na forma como o cérebro dele se desenvolve.

http://www.maecomfilhos.blog.br/2018/04/abracos-que-curam.html

É importante que os bebês prematuros recebam um toque positivo e de apoio, como o contato pele a pele, para ajudar seus cérebros a responderem ao toque suave de maneiras semelhantes àquelas dos bebês que experimentaram uma gravidez inteira dentro do útero da mãe.

http://www.maecomfilhos.blog.br/2017/11/prematuridade.html

Basicamente, o afeto é vital para o desenvolvimento do cérebro.

Então, acaricie e abrace seus bebês o máximo que puder – e, como lembrou Canto Maternar, não se esqueça de compartilhar essa pesquisa para mostrar a todos que é importante amar os nossos filhos!

Mas Sam, e a tal criação por apego?

CA é um exercício no processo de conhecer o seu filho e é baseada na confiança mútua. Existem ferramentas para isso, mas não exatamente etapas para seguir (como em métodos para treinar as crianças para se comportarem, por exemplo) e nem todas as ferramentas precisam ser usadas – aqui uma delas, a da cama compartilhada, nunca foi natural, nem por isso as crianças sentem-se menos ligadas a nós.

Segundo os autores, seriam sete as ferramentas do apego:
1. Vínculo do nascimento: respeitar os dias e as semanas depois do nascimento para reforçar o processo de criação do vinculo entre pais e bebê.
2. Amamentação: além de dar nutrição superior e proteger contra doenças, o leite materno auxilia na estruturação do cérebro (favorecendo as sinapses) e permite que a mãe aprenda a “ler” as expressões faciais do bebê, o que será importante para sua comunicação futura.
3. Carregar o bebê junto ao corpo: o bebê e a criança pequena aprendem muito quando são carregados nos braços de alguém que cuida deles. Proximidade propicia sensibilidade e conexão.
4. Dormir perto do bebê: com a proximidade dos pais, o bebê aprende que o sono é um estado prazeroso e não ficam com medo de adormecer.
5. Acreditar no valor da linguagem do choro do bebê: sim, o choro do bebê é um sinal e uma forma de comunicação. Responder sensivelmente aos choro do bebê constrói confiança e toda a rede de comunicação entre pais e filhos é promovida.
6. Suspeitar de treinadores de bebê: criação por apego ajuda a conectar-se com seu filho, o ninaremos foca no controle sobre seu filho.
7. Estabelecer equilíbrio e limites: a chave para sobrevivência da família quando chegam os filhos é permanecer em equilíbrio e colocar limites apropriados. É aqui que o pai desempenha seu papel mais importante nesta fase: quando o pai também está envolvido com os cuidados com os filhos e as tarefas domésticos, a mãe tem tempo para se cuidar melhor e desfrutar sua vida conjugal. Permanecer em equilíbrio também requer que você saiba quando dizer não ao seu filho.

O livro Crianças bem resolvidas – O que os Pais Podem Fazer para Ajudar Seus Filhos a Serem Felizes (no Brasil publicado pela Editora Campus) foi presente de amigos e me ganhou na hora por tratar de temas que são frequentes no cotidiano dos pais, muito além das coisas práticas, focando a conversa na formação emocional e moral da criança, buscando ensinar aos filhos como ser bem resolvido e, consequentemente, feliz.

Interessante porque desmistifica alguns pontos – como os referenciais emocionais, ajudando até pais solteiros – e por outro lado ensina muito sobre a importância do contato – visual, físico, sonoro – com a criança desde o nascimento. Vi muito dos meus bebês lá – e indico para quem for ter bebê!

(Leia o texto original, em inglês, aqui)

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