A mãe que eu sou hoje, por Sam Shiraishi

No começo da semana lancei uma perguntinha para minhas amigas do Mãe com filhos:

Que mãe você é hoje?

Cada vez, somos a mesma e somos diferentes, né?

No dia 12 de maio de 2000, quando me tornei mãe de verdade, olhei nos olhinhos do meu primeiro filho e o amamentei pela primeira vez, eu me senti superpoderosa (o aleitamento dá isso!), um caco de pessoa (o parto dá isso!), uma covarde com medo de tudo (tive medo de deixá-lo com o pai para fazer xixi, fiz eles ficarem me olhando da porta do banheiro!) e uma leoa capaz de lutas insanas para defender aquele serzinho que Deus me confiou.

https://www.instagram.com/p/Bif22WfhGeh/?taken-by=samegui

Ainda sou esta leoa, mas o resto, acho que já deixei boa parte para trás. Depois da maternidade, voltei a me dar o direito de usar o banheiro em paz (juro, não fui dessas mães que fazem o número 2 de porta aberta ou com companhia), amamentei meu gordinho até engravidar do segundo filho, perto dos 2 anos do primeiro, mas isso ficou lá no passado e bem resolvido, já não me acho #menasmãe porque precisamos de uma cirurgia de emergência para o parto porque não dilatei mesmo com 41 semanas (mas me achei e aceitei várias grosserias online e offline porque eu me sentia menos), enfim, eu venci.

Terminar de criar um filho traz essa sensação de vitória.

Vê-lo fazer 18 anos bem, saudável, sem percalços graves dá a sensação de dever cumprido.

Mas ainda sou a mãe que fica de olho no relógio, que espera mesmo sem saber se ele vem almoçar ou jantar, que arruma o armário e ajeita as roupas mesmo sabendo que já seria obrigação dele, ainda acordo quando tosse de noite e não durmo enquanto não chega!

Então, hoje eu sou uma mãe madura, com menos culpa, mas ainda tão desejosa de ter meu filho pertinho, nos meus braços, sob meus cuidados, quanto era quando ele saiu da barriga.

E, ao mesmo tempo, uma mãe feliz porque tem nele um amigo, um companheiro e, por ser um rapaz, um protetor, que se coloca do lado de fora da calçada quando caminha comigo na rua e se preocupa com o meu bem-estar a ponto de me mandar descansar quando o jantar termina tarde, lavando ele mesmo a louça.

Nesta semana vi um update de uma celebridade que tem bebê e divagava quando seria capaz de deixar de se preocupar com a filha. No final, ela dizia: recebi uma mensagem da minha vó, de 93 anos, dizendo:

“Não consigo falar com sua mãe (que tem mais de 60 anos, diga-se de passagem), por favor, peça para ela me ligar porque estou preocupada porque ela não respondeu minha mensagem”. 

A conclusão: a gente nunca vai deixar de ser mãezinha!

https://www.instagram.com/p/BimIIxPhiST/?taken-by=samegui

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P.S. Graças a Deus, para minha sorte e do Enzo, tenho Giorgio e Manuela (ela tão pequena ainda, que realmente precisa de mim), para me ocuparem e fazerem de mim uma mãe menos pegajosa, menos chata, menos controladora e protetora! (risos)

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