Os pais também precisam de abraços que curam depois de uma crise de birra

Criança difícil, disciplina positiva, criação com apego, respeito à infância.

Tudo isso é lindo na teoria, mas na prática, como é complexo sair do nosso condicionamento pessoal (do que do modo como fomos educados) e social (dos olhares alheios, dos palpites e cobranças externas), atuar de forma amorosa e ao mesmo tempo ser capaz de conter publicamente um filho ou uma filha num momento de birra em público! Esse é um dos maiores desafios que eu já vivi e vivo como mãe.

Acabo de voltar do açougue, que fica a apenas 3 quadras de casa, carregando as compras e uma menina que derrama lágrimas porque se apercebeu que estava errada no comportamento. Apesar das desculpas dela, do sol lindo lá fora, do dia livre que podemos aproveitar juntas ao ar livre, voltei pra casa para acalma-la, para dar uma percepção das consequências dos atos dela e para me reequilibrar.

Nestes 18 anos como mãe, um dos principais aprendizados que tive foi sobre o valor de me acalmar e, enquanto atendo uma crise dos meus filhos, buscar também meu equilíbrio para conseguir encontrar a melhor forma de atuar no momento.

Então, sobre as palavras da imagem, com as quais concordo “em parte”, creio que criança difícil é fruto também de algumas negligências pessoais dos pais que, sobrecarregados, nem sempre conseguem se conectar com as necessidades e os sentimentos, dos seus queridos e dos seus próprios, do seu íntimo.

Se uma criança está no limite, uma família toda pode estar no limite e antes de julgar (aos outros, a si mesmo) precisamos acolher.

Muito amor para vocês neste sábado, gente. Cheio de amor e #abraçosquecuram.

E por falar em Criação com apego, um dos meus temas favoritos e prática de vida, nesta semana recebi como presente da Editora Belas Letras o livro Abrace seu filho, do Thiago Queiroz, aka @paizinhovirgulaoficial.

A editora fez um trabalho bonito e descolado, mas o conteúdo é doce como mel. Em poucas páginas, escorriam lágrimas dos meus olhos de manteiga derretida. E até quem é mais forte se derreterá. Mas tudo bem, afinal, como diz Thiago,

todas as vezes que você abraça seu filho, você se cura um pouco. Todas as vezes que você abraça seu filho, você é abraçado de volta”.

Nossa cura (pra quase tudo) está ao alcance das mãos, dos braços e dos beijos. Não perca nenhuma chance, faça como nós, famílias que escolhem a #criacaocomapego: #coloemlivredemanda e #carinhosemfim.

P.S. Como eu me acalmei neste dia? Entramos em casa, sentamos no sofá e ficamos abraçadas em silêncio. Eu acalmei e ela adornei nos meus braços. 💕

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