A arte de educar por Cris Poli (a Super Nanny)

Como contei aqui no blog – e teve até parceria para as leitoras – vibrei quando soube que Cris Poli, a Super Nanny faria uma palestra na minha Mooca querida. Como seria numa igreja evangélica e eu sabia que Cris é irmã em Cristo, eu convidei minha vizinha Cibele para ir comigo e acertei, pois ela curtiu muito.

http://www.maecomfilhos.blog.br/2018/10/cris-poli.html

 

Em primeiro lugar, preciso contar: as duas, animadas com uma inusitada saída sem filhos e maridos num sábado, estacionamos no shopping e nos dirigimos ao local. Só que, vejam, tem duas igrejas na mesma rua, lado a lado. Entramos na errada e (risos) ficamos “presas” lá por v ários minutos por conta da chuva!

Confesso esta confusão para pontuar duas coisas:

(1) cabeça de mãe é uma coisa de louco, se for algo dos filhos, a gente lembra em detalhes, mas quando se trata da gente, deixamos de lado. Quando a gente sairia sem guarda-chuvas se os pequenos estivessem juntos? Nunca.

(2) fomos super bem recebidas e atendidas, ainda que por pouco tempo, na igreja ao lado, que chama Vitória em Cristo. Bom sinal, né? Igreja tem que ser isso: um espaço generoso, acolhedor e aberto a comunidade.

Bom, mas vamos ao que interessa: A arte de educar por Cris Poli.  Olha a a gente ali, na turma do gargarejo!

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Na abertura, que ficou por conta da influenciadora Rúbia Baricelli. ficou claro que é imprescindível reduzir as expectativas e as ansiedades com a primeira infância. Educar não é fácil, mas poderia ser mais leve se os pais forem mais cientes do que é um desejo seu e o que é uma necessidade real dos seus filhos.

Quando os filhos chegam, muitas coisas mudam. Em sua fala, tanto a pastora Priscila Bolzan (da Igreja Porta da Paz, que sediou o evento) nos exortou a pensar no quanto os filhos nos fazem melhores, quanto o amor de mãe é uma doação, um trabalho 24 horas por dia é um amor que exige disciplina.

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Despindo-se do personagem de televisão, Cris Poli iniciou sua palestra se apresentando como educadora, mas também como mãe, avó e uma mulher de Deus, reforçando que gostaria que não a vivêssemos como alguém que vai apontar nossos erros.

A arte de educar com amor e limites. Por que esse título?

Cris Poli entende que, como em toda arte, podemos aprimorar nossas habilidades nesta área com dois princípios: amor e limites.

A partir daí ela destrinchou várias expressões que servem como guias para os pais.

Começamos com a definição de educação: é vida, é a transmissão de princípios de vida de uma geração a outra. É doutrina, instrução e orientação por normas e um modelo. Ao passar para os filhos os valores que aceitamos como corretos, perpetuamos essas escolhas e com eles modelamos o caráter da criança. A personalidade da criança pode ter muito de genética, mas o caráter,  esse podemos construir com nossa orientação diária.

Como se transmite princípios e valores para os filhos?

No dia a dia. Enquanto interagimos com os filhos, nas atividades mais singelas e valiosas do cotidiano nós ensinamos através da nossa maneira de agir.

Como a criança aprende?

Por imitação. O bebê observa e reproduz. Se não é o pai e a mãe, a criança vai reproduzir o que o adulto com quem convive age.

Aqui vale indicar dois livros da Cris que recomendamos: Pais admiráveis educam pelo exemplo e Atenção, tem gente influenciando seus filhos.

Precisamos de normas para educar!

Regras e normas são coisas simples, como o jeito de tomar banho, de se alimentar, de interagir com as pessoas.

Quando nossa criança age “errado”, antes de tentar mudar o comportamento dela, devemos buscar em nós que atitudes nossas podem ter moldado aquela atitude nele/nela.

A partir deste ponto, Cris Poli passou a dar para a plateia princípios da educação.

Primeiro princípio: autoridade.

Autoridade é o direito legal de se fazer obedecer, é o poder de mandar fazer o que entendemos que deve ser feito e como deve ser feito.

Um exemplo, é a hora do banho. Os pais estabelecem o horário e devem exercer sua autoridade, com firmeza e polidez, de modo que a criança não reaja mal, pois confiará no seu poder de ,andar, na sua influência e no seu prestígio como alguém que sabe o que é o melhor para essa situação.

O domínio é saber que você é autoridade e sabe o que e quando deverá acontecer.

Vale lembrar:

Autoridade é conquistada e quando é assim, a criança reconhece a autoridade naturalmente. Como conseguimos isso? Com perseverança, paciência, tempo, repetição.

Pais autoritários não são pais com autoridade. É quem impõe autoridade pela força, com prepotência, arrogância e até grosseria.

Segundo princípio: responsabilidade.

Obrigação de responder por certos atos, seus ou dos outros. A responsabilidade da educação dos filhos é dos pais. Não é da babá, da empregada, nem mesmo da vó.

Também não é responsabilidade da escola. A escola é parceira da educação, da família, é o espaço de ensino, de habilidades. A escola é parceira dos pais.

Por isso é tão importante que a escola tinha valores semelhantes aos da família.

Às avós, um recado: seu momento de educar seus filhos já passou. Agora é a vez dos seus filhos serem os pais. As avós podem dar conselhos – quando pedirem – mas não assumir um papel direto na educação dos netos.

O erro atual é delegar, terceirizar, repassar a responsabilidade de pais com filhos para outros. Ou ser permissivo porque ficam pouco tempo juntos e o pai ou a mãe ausentes evitam cobrar responsabilidades do filho no pouco tempo juntos.

O terceiro princípio: respeito.

Quando queremos respeito dos filhos, buscamos acatamento, deferência, honra, consideração, atenção.

Uma das formas de ensinar respeito é dar este exemplo no lar. Ensinamos respeito respeitando a criança e os adultos da família.

Um exemplo: para a criança brincar não é um passatempo. Brincadeira é uma necessidade. A criança aprende brincando, com joguinhos, com a interação com adultos, com a socialização. Dá licença, por favor, obrigado, esperar sua vez. Brincar com seu filho é respeitar a necessidade do seu filho.

Uma coisa é respeito e outra coisa é medo. O medo paralisa.

O quarto princípio: o limite.

Limite é uma linha de demarcação entre terrenos contíguos, é a fronteira, o extremo. É também restringir, ficar, não passar de, contentar-se, dar-se por satisfeito. Ao dar,os limites com um sim ou um não, é importante que nossos filhos compreendam isso como uma atitude de amor. É saber o que é o melhor e confiar nesta decisão tomada por amor, com autoridade e como responsável por aquela vidinha.

O quinto princípio: a disciplina.

Entendida como um conjunto de prescrições ou regras destinadas a manter a boa ordem em qualquer organização, a disciplina é também a obediência à autoridade e a observância de normas. Um sinônimo de disciplina é educação, mas não é sinônimo de castigo.

O sexto princípio: a organização.

A estrutura, a ordem, a formação da base pata tornar o filho apto para a vida. A organização das atividades ao longo do dia é valiosa. No meio do caos não é possível educar.

O sétimo princípio: o amor.

A afeição profunda de uma pessoa para outra existe sob várias formas e é vital. Cris Poli conta que vê uma carência de manifestações de amor pelos filhos.

O indivíduo é um ser que constitui um todo distinto em relação à espécie. Portanto, cada filho é um, cada criança é uma. Evite comparações. Vamos respeitar a personalidade, os interesses e os talentos de cada um.

Elogiar é louvar alguém ou alguma coisa. As palavras de um pai e de uma mãe têm um poder muito grande sobre a vida de um filho. Incentivar traz estímulo, animo e força.

Educar é construir o caráter do filho, tijolo a tijolo. Cris Poli difere dois pilares: amor e limites. Sob eles, fundações: entrega e segurança. E como raiz, Deus.

Ensinamos um pouco pelo que falamos. Mais pelo que fazemos. Muito mais pelo que somos.

E ela terminou com aquela passagem bíblica que toda mãe cristã ama:

Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. 
(Provérbios 22:6)

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