Lego para todos, meninos e meninas!

Brincar com Lego traz inúmeros benefícios à criança: estimula a imaginação e a criatividade, coordenação motora fina, raciocínio lógico, noções espaciais, seguir instruções, inteligência emocional.

Infelizmente, a gente repara que os meninos ganham muito mais esse brinquedo genial do que as meninas. E quando elas ganham, os conjuntos são fashionistas, seguem esteriótipos femininos ultrapassados e limitantes.

Vamos mudar isso?

Inventada em 1949, a peça mais famosa do Lego foi a responsável por transformar a carpintaria familiar do dinamarquês Ole Kirk Kristiansen na gigantesca empresa que “faz crianças sonharem”, como diz um de seus slogans.

Além da qualidade indiscutível dos brinquedos (um investimento que realmente compensa, coisa rara neste mundo de consumo descartável), há também no Lego uma tradição de produzir brinquedos que estimulem a criatividade das crianças.

Não é à toa que o nome da empresa vem da frase dinamarquesa “leg godt”, que significa “brincar bem”.

Os benefícios de brincar de lego valem para todos, querem ver?

Vejam as propostas pedagógicas do artigo “12 Unexpected Ways to Use LEGO in the Classroom”:

  1. Blocos de Lego para contar e medir

Entre as crianças menores, peças de Lego são úteis para ensinar números e matemática básica. Conecte vários blocos e peça que os alunos os contem, um por vez. Torne a atividade mais interativa propondo que eles meçam objetos dentro da sala de aula (ou, ainda, meçam eles mesmos! O seu braço tem o comprimento de quantos blocos de Lego? E suas pernas?). Se você escrever os números em algumas das peças, como na imagem acima, você ainda pode ajudá-los a aprender os numerais.

  1. Para visualizar aritmética e multiplicação

Como blocos de Lego têm tamanhos diferentes e uma variedade de peças que se encaixam em cada um deles, o professor pode usá-los para demonstrar problemas de aritmética.

Uma peça quadrada com quatro botões de encaixe ajuda a entender o que 2×2 significa. Ao conectar esse quadrado a um retângulo de oito botões, as crianças podem descobrir qual o resultado de 4+8. Colocando blocos diferentes lado a lado, é possível mostrar como frações funcionam – esse é 1/2 deste, que é 1/4 deste outro.

  1. Para mostrar padrões e simetria

Por possuírem diferentes cores e permitirem a construção de praticamente qualquer forma, Lego é a ferramenta perfeita para desafiar as crianças a criar padrões de simetria.

Um padrão pode ser simplesmente a alternância entre duas cores, como verde-vermelho-verde-vermelho, e assim por diante. Mas você pode sugerir padrões mais complicados – que representem sequências matemáticas ou formas geométricas.

USANDO LEGO PARA CRIAR E ILUSTRAR HISTÓRIAS

  1. Peças de Lego para contar momentos históricos

Aulas de história podem ser dadas somente através de livros, ou elas podem se tornar um exercício de imaginação. O que você acha que as pessoas que estavam lá sentiram? As crianças que construírem modelos de, por exemplo, um labirinto da mitologia grega ou um foguete que levou o homem à lua estarão mais engajadas em seu aprendizado do que estariam se simplesmente lessem a matéria.

  1. Para inspirar novas histórias

É provável que seus alunos já façam isso espontaneamente quando brincam de Lego em casa (especialmente após assistirem ao filme Lego Movie). Na escola, o professor pode encorajar a turma a criar narrativas em grupo ou a compartilhar suas próprias histórias com os colegas com ajuda dos blocos de montar. Adicione desafios: por que não um jogo em que uma das criança começa a história com suas peças de Lego e, em seguida, outra deve continuar a cena, e assim por diante?

  1. Combine Lego com outras mídias para um projeto

Cenários criados com Lego podem servir como inspiração para desenvolver narrativas. A classe pode definir alguns personagens e apetrechos para montar uma cena – uma princesa e um pirata lutando em um navio, por exemplo. A partir desse incidente emocionante, incentive-os a continuar o faz-de-conta e transformá-lo em um livro, um vídeo ou uma série de posts em um blog.

Documentar histórias com uma câmera ou o celular pode resultar em um projeto multimídia que envolverá toda a turma (foto: Google)
Documentar histórias com uma câmera ou o celular pode resultar em um projeto multimídia que envolverá toda a turma (foto: Google)

USANDO LEGO PARA PRATICAR A ESCRITA

  1. Forme letras com peças de Lego

A escrita com papel e lápis pode ser muito exigente para crianças pequenas. Por que não alterná-la com exercícios como esse? Escreva uma letra no quadro e convide a classe a copiá-la com seus blocos de montar (você também pode imprimir um modelo aqui e deixar que a turma construa sobre ele).

  1. Cole letras em cada bloco para criar palavras

Avançando no aprendizado da escrita, imprima e cole as letras do alfabeto em cada peça de Lego, para que os alunos possam praticar colocando-as juntas em várias ordens. Assim, eles descobrem novas palavras e exercitam a soletração.

  1. Cole palavras para criar frases

A evolução óbvia do exercício anterior. Imprima e cole palavras completas em cada bloco para treinar a construção de sentenças e transforme a escrita em um jogo tátil.

USANDO LEGO PARA EXERCITAR O RACIOCÍNIO

  1. Desenvolva sistemas de classificação

Conte às crianças como cientistas classificam coisas como plantas, animais ou elementos, mas que as categorias podem ser mais complexas do que imaginam! Eles precisam decidir a partir de quais características fazer a seleção.

Se o professor sugerir que a turma classifique suas peças de Lego, elas serão desafiadas da mesma forma. Eles as dividirão por cor, forma ou tamanho? Que nomes darão para cada grupo? Alunos diferentes podem elaborar sistemas totalmente diferentes.

Portanto, essa é uma lição valiosa sobre procurar por padrões e qual a lógica por trás dos sistemas taxonômicos. As crianças devem deixar a aula com uma compreensão mais profunda sobre as várias maneiras como o mundo pode ser ordenado.

Instigue a criatividade: além de casas, do que mais a cidade precisa? (foto: Google)
Instigue a criatividade: além de casas, do que mais a cidade precisa? (foto: Google)
  1. Para pensar nos desafios da cidade

Desafie a classe a construir uma cidade com o Lego – esse não é apenas um jogo divertido de imaginação, mas também gera um entendimento do mundo ao redor e um novo olhar sobre a cidade que veem todos os dias.

Deixe bem claro que a tarefa não é só construir casinhas. Eles podem pensar em tudo do que a cidade precisa e o que seus residentes vão querer. Ajude-os a definir espaços para as estradas, árvores, calçadas e todos esses elementos que fazem parte do planejamento urbano, e em que eles provavelmente não reparam em seu dia-a-dia. Mostre como foi importante que alguém tenha planejado e construído essas estruturas!

A atividade não somente dará uma nova perspectiva às crianças, como irá ajudá-las a ver o mundo como um constante exercício de solução de problemas – que eles estão aptos a resolver.

  1. Introdução a códigos

Ao elaborar códigos no computador, cada comando é crucial. Trabalhe a habilidade de dar instruções clara e corretamente com um jogo: as crianças precisam escrever ou falar comandos para que o colega construa os formatos de Lego que elas têm em mente. Isso deixa claro o valor de cada pequeno detalhe na execução do projeto – uma lição que pode ser usada tanto em computação quanto no mundo real.

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Gostou? Agora saiba mais sobre a importância de deixar sua criança brincar livremente!

O relatório Pedagogia do Brincar, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, enfileira os benefícios da brincadeira, atividade que até bem pouco tempo era dissociada do aprendizado:

“A brincadeira ajuda a criança a tirar sentido do mundo em que vive, muda a maneira de buscar e firmar amizades e o modo como seu intelecto é moldado e estimulado.”

Por todas essas evidências, os pesquisadores defendem que brincar deve ser uma arma pedagógica, uma tática para ensinar de modo atraente e afeito ao universo infantil.

Aprender manuseando brinquedos contribui para fixar o conhecimento.

A ONG Care for Education tem um projeto com a Fundação Lego que comprova que a brincadeira não precisa ser sofisticada para chegar a algum lugar.

O Brasil, que finalizou não faz muito tempo o primeiro currículo para a pré-escola, não está alheio ao debate. Tanto que incluiu no texto a ideia de que brincar, com algum norte, é preciso. A partir de agora é treinar os professores – e torcer – para que teoria se converta em boas práticas.

Se depender das escolas públicas, já está se convertendo.

Nesta semana, na reunião do Conselho da EMEI na qual minha filha caçula estuda, a coordenadora pedagógica apresentou o brincar como o ponto central das atividades e, explicando o PPP (projeto político pedagógico) deste ano, focado na Literatura Infantil, contou para as mães presentes como a brincadeira seria o fio condutor da descoberta da linguagem oral e escrita. 

Hoje estava lendo um artigo sobre brincar com Lego para escrever no Mãe Com Filhos e me deparei com um trecho de reportagem que me lembrou a maravilha que é saber que minha filha de 5 anos está numa escola e com uma equipe que respeita a infância.

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