Leite materno dos primeiros 7 dias determina microbiota de bebês

 

Desde meu primeiro filho, nascido em 2000, eu sei do valor do colostro e de amamentar tão logo seja possível. Participei até de uma campanha virtual sobre o aleitamento na primeira hora de vida do bebê.

Mesmo que não seja possível amamentar assim que o bebê nasce – com minha caçula, que ficou na incubadora, só fui amamentar horas mais tarde – é valioso insistir na decisão de dar seu próprio leite, evitando fórmulas sempre que possível. Eu insisti e valeu muito!

Isso porque o leite materno dos primeiros 7 dias determina microbiota de bebês, mostra um estudo da USP.

Afinal, o que é microbiota?

O colostro de bancos de leite humano pasteurizado também ajuda a formar microbiota de prematuros que ainda não mamam.

O leite materno se modifica de acordo com as necessidades dos bebês, sabia?

E entenda os detalhes da pesquisa na reportagem de Fabiana Mariz no Jornal da USP:

Entender como o colostro age na formação da microbiota de bebês prematuros. Este foi um dos objetivos de pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP com crianças internadas em dois hospitais na cidade de São Paulo. Por meio da coleta de amostras de saliva e fezes, os cientistas analisaram quais bactérias estão presentes no organismo de crianças que consumiram leite materno logo nos primeiros dias de vida. Nesta série de três vídeos, os pesquisadores detalham os resultados do estudo.

“Já sabemos que o leite materno é importante para os bebês”, explica Carla Taddei, coordenadora do estudo. “Mas a ideia era entender o mecanismo de ação do colostro nos neonatos.” Colostro é o primeiro leite secretado pela mãe nos primeiros sete dias depois do parto. Já a microbiota é o conjunto de microrganismos, principalmente bactérias, que habitam o corpo humano.

Quando o bebê nasce com menos de 37 semanas de gestação, geralmente vai para a UTI e, por isso, a mãe não consegue amamentá-lo. Toda a alimentação é feita por sonda. Alguns hospitais fazem uso da colostroterapia para aumentar a imunidade da criança. A terapia consiste em pingar três gotinhas de colostro, a cada três horas, na boca do recém-nascido. “O objetivo do estudo foi avaliar a eficácia desse tratamento”, explica Carla.

No Brasil, aproximadamente 10% dos bebês nascem antes do tempo, segundo dados do Ministério da Saúde.

Leite humano pasteurizado

As mães que ainda não conseguem ordenhar o próprio leite podem recorrer aos mais de 200 Bancos de Leite Humano distribuídos em todo o País. “Mas ainda há muitos mitos a serem derrubados em relação à qualidade do leite doado”, relata Carla. “Por isso, decidimos abrir outra frente de trabalho e analisar se o leite das doadoras também traz benefícios aos bebês.”

O que os cientistas queriam entender era se a pasteurização – processo térmico que inativa bactérias nocivas à saúde – mantinha as propriedades nutricionais do colostro. “Os resultados foram surpreendentes”, comemora.

Mais informações: (11) 3091-9509  ou e-mail  crtaddei@usp.br

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s