Como desenvolver a capacidade de aprendizado e de adaptação das crianças?

Meus filhos mais velhos nasceram sob o “mandato cultural” da lógica da programação. Fez bem a eles e o mais velho já seguiu na área, faz universidade ligada ao tema. A pequena #aos6 gosta de jogos de programação e de matemática, que trabalham a lógica, eu inventivo (moderadamente).

Ontem mesmo estava brincando no site http://www.code.org, corrigindo códigos, sua atividade favorita nos últimos tempos por lá.

(já indiquei esse site e também brinquedos offline de lógica de programação no Mãe Com Filhos)

Hoje indiquei no grupo Mães (e pais) com filhos uma reportagem que trago para cá por ter interessado muitas pessoas.

As habilidades que seus filhos vão precisar ter no futuro (programar não é uma delas)

Ficou surpreso?

Muita gente ficou!

Em artigo para o Inc., o consultor de inovação Greg Satell afirma que muito do que sabemos sobre o mundo não será mais verdade em uma ou duas décadas. Com isso, o futuro das crianças precisa ser repensado. 

Segundo o especialista, a questão é que os computadores do futuro não serão digitais. Os próprios códigos de software estão desaparecendo ou, pelo menos, perdendo relevância. Os próprios computadores também serão muito diferentes, menos fundamentados em uns e zeros e mais em leis quânticas ou no cérebro humano. 

“Desta forma, as crianças precisam aprender menos sobre como as coisas são hoje e mais sobre os sistemas nos quais as tecnologias futuras serão baseadas, como a dinâmica quântica, a genética e a lógica do código”, avalia Satell.

O que economistas já constataram é que trabalhos rotineiros têm maior probabilidade de serem substituídos por robôs. E a melhor maneira de preparar os futuros profissionais é desenvolver a capacidade de aprendizado e de adaptação das crianças.

A reportagem continua:

A educação há anos tem focado em temas ligados à ciência, tecnologia, engenharia e matemática. No entanto, a capacidade de comunicar ideias de forma eficiente está se tornando uma habilidade altamente valorizada.

Então, aprender matemática e ciências é tão importante quanto estudar literatura, história e filosofia. Uma competência não inviabiliza a outra. Pelo contrário, elas são complementares. 

Como mãe de 3, com idades entre 6 e 19 anos, creio que há uma preocupação em demonstrar para os pais (muitos surpresos com a inteligência da nova geração, sem dúvida exposta a mais oportunidades de conhecimento do que seus ancestrais recentes) de que estão exagerando no foco do conhecimento de exatas e pouco na parte natural e necessária do livre brincar com pares.

O especialista da reportagem reforça a mesma linha:

“Precisamos prestar atenção não apenas ao modo como nossos filhos trabalham e se desenvolvem academicamente, mas também como eles jogam, resolvem conflitos e fazem com que os outros se sintam apoiados e empoderados. Como as crianças serão cada vez mais capazes de aprender assuntos complexos através da tecnologia, a aula mais importante pode ser o recreio”, alerta Satell.

E aí está o que definitivamente devemos incentivar: brincar desestruturado, imaginação livre para criar, tempo livre (sempre que possível ao ar livre e sem telas ligadas), socialização que leva naturalmente ao desenvolvimento de habilidades como empatia, compartilhamento, solução de problemas e parcerias.

🙂

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