Nunca foi tão importante motivar o brincar

O título deste post foi o comentário que fiz num vídeo que a Samantha postou recentemente no Mãe com Filhos. Uma esquisa alertando da importância do brincar, para as crianças de todas as idades, incluindo as ainda bem novas, para a boa saúde do coração.

Eu realmente acredito nisto. Se já me espantava que aos 7 meu filho encontrava poucas crianças da idade dele num dos parque mais populares do meu bairro, a cada ano vejo menos crianças.photo-1516890896652-41ca1a35787c

Eu notava um esforço extra em levar crianças pequenas ao parque “para tomar sol” e com o passar do tempo esta preocupação parecia deixar de existir. Opa! Sol?! Até nós adultos precisamos dele!

Eu entendo. Os bebês e crianças menores estavam na maioria dos casos acompanhados pelas babás. Uma boa parte destas crianças quando cresce fica em escolas integrais ou sobrecarregada por cursos para preencher seu tempo. Para mim isto significa também pais sobrecarregados, com muitas horas fora no trabalho e trânsito.

Eu sei bem como muitas vezes é complicado encontrar tempo, mas é preciso. Pela insegurança nossos filhos não podem simplesmente ir brincar nas ruas como brincávamos quando criança. Se meu filho vai brincar com o amigo na praça, eu ou a mãe do amiguinho estamos lá acompanhando.

Não, meu filho não é uma criança pequena. Ele tem 12 anos e tanto ele quanto os amigos ainda adoram brincar de pique, de bola, jogar vôlei… E não pense que não correm também para o balanço, gangorra e trepa-trepa.

É preciso tempo. No meu caso eu tenho mais flexibilidade do que muitos, o que não sgnifica ter tempo de sobra. Inúmeras vezes já fui para o parque ou praça com um livro que precisava terminar de ler, com um tablet para escrever, um caderno para desenhar um projeto. Isto para investir no brincar ao ar livre! (Importante pelo sol, pelo contato com a natureza, pela socialização).

photo-1512253077157-2d95165015b1Agora também é possível, dependendo do espaço que você tem, brincar em casa mesmo.

Basta fechar um pouco os olhos para bagunça. Uma vez contei que jogávamos tapa-certo com emoção. Quando a carta voava da mesa, saíamos correndo para bater onde quer que ela tivesse parado.

Algumas opções que me vem a cabeça: andar sobre latas de leite como uma mini perna de pau, inventar um circuito para cronometrar o tempo (e parte da brincadeira é a criança montar o próprio circuito), pular elástico (fiz muito isto em casa prendendo nas cadeiras), se tiver jogar jogos como Just Dance também são vállidos. Isto já garante um ganho em saúde.
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Hoje muitas vezes ficamos ansiosos para que nossos filhos aprendam outro idioma, a tocar um instrumento, a dominar matemática, programação, interpretação… mas acho que devemos parar para pensar em tudo que deixam de aprender quando param de brincar. Uma lista sem muito esforço:

– resolução de conflitos
– criatividade
– imaginação
– experimentar papéis diferentes para seu autodesenvolvimento
– aceitar regras
– lidar com a frustração
– liderança
– cooperação
– saber lidar com regras
– habilidades físicas e motoras

Me preocupa as notícias constantes de pediatras e pesquisadores precisarem recomendar o brincar! Vamos mudar isto?

E você? O que faz para garantir o livre brincar por aí?

Abaixo o vídeo que inspirou o post

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