10 situações que mostram os primeiros indícios de surdez

Falar sobre perda de audição não é fácil. Muitas pessoas com dificuldade auditiva não tomam a iniciativa de procurar ajuda de um profissional especializado. Em geral, ainda não admitem que começam a sentir dificuldades para ouvir. Isso ocorre porque, na maioria dos casos, a perda auditiva acontece gradualmente. Além disso, a falta de informação e o preconceito fazem com que a consulta ao médico seja protelada.

O tema me toca desde criança porque dos dois lados da família (do pai e da mãe) eu tenho primos com dificuldade auditiva grave e pude ver como o atendimento precoce pode mudar a vida.
Posteriormente, acompanhei também uma família que, logo no início dos implantes cocleares, fez um bem sucedido na filha. 

Funcionamento Implante Coclear

O fato é que aproximadamente uma em cada dez pessoas, a partir dos 40 anos, já tem algum grau de perda auditiva. Com o envelhecimento natural do corpo, as células ciliadas do ouvido interno começam a morrer e não se regeneram. É um processo contínuo que, aos poucos, vai agravando a deficiência. Por isso, na Terceira Idade, a perda de audição tende a ser mais severa.

“O primeiro passo é aceitar que já há dificuldades para ouvir em certas situações do dia a dia, o que pode levar um tempo. Reconhecer a deficiência é importante, já que vários estudos comprovam que o tratamento adequado para recuperar a audição, geralmente com o uso de aparelhos auditivos, resulta em melhoras significativas na qualidade de vida, garantindo mais alegria e disposição para interagir com amigos e familiares”, ressalta a fonoaudióloga Marcella Vidal.

quando-o-aparelho-auditivo-e-indicado

Fique atento aos dez principais indícios de perda auditiva:

– Assiste TV em volume mais alto do que as outras pessoas da casa, pedindo com frequência para aumentar o som;
– Dificuldade para se comunicar em lugares ruidosos, como ônibus, festas, shoppings e restaurantes;
– Faz leitura labial durante uma conversa;
– Comunica-se com dificuldade quando está em grupo ou em uma reunião;
– Escuta zumbido;
– Pede com freqüência que as pessoas repitam o que disseram;
– Ouve as pessoas falando como se elas estivessem sussurrando;
– Se concentra muito para entender o que as pessoas falam ou cochicham;
– Não ouve quando é chamado por uma pessoa que não está à sua frente ou que se encontra em outro cômodo;
– Ouve com dificuldade o toque da campainha ou do telefone; ou mesmo fica embaraçado ao não entender o que outro diz durante uma conversa pelo telefone;
– Família e amigos comentam que você não está ouvindo bem.

O diagnóstico de perda auditiva deve ser feito por um otorrinolaringologista e pode ser iniciado em locais que oferecem check-up auditivo gratuito, feito por fonoaudiólogos, como em lojas.

“Dificuldades de audição podem afetar a vida social e prejudicar as relações de trabalho. A perda auditiva acontece de forma lenta e progressiva. Com o decorrer dos anos, se não houver tratamento, a deficiência atinge um estágio mais avançado. Por isso, o uso diário do aparelho e o apoio da família são essenciais para que o indivíduo resgate a sua autoestima.”

A tecnologia tem sido uma grande aliada dos deficientes auditivos. Além da melhoria na qualidade do som, o design da maioria dos aparelhos auditivos atuais garante discrição e elegância. Atualmente, há uma diversidade de modelos de aparelhos, adequados para diferentes graus de perda de audição.

Veja alguns a seguir:

E quem não tem dinheiro, como faz? Desde 1999 o SUS oferece implante coclear e aparelhos de surdez.

Acho interessante explicar como o implante coclear funciona.

O implante coclear é formado por várias peças que trabalham em conjunto para contornar a parte da cóclea e enviar o som diretamente para o nervo auditivo.

Basicamente, um implante é composto por duas partes. A primeira é o componente interno formado por um conjunto de eletrodos. A segunda é composta por algumas peças externas que são colocadas na orelha e anexadas ao implante.

Assim, os implantes cocleares funcionam da seguinte maneira:

1. Um microfone capta as ondas sonoras do ambiente;

2. O som é convertido em sinais digitais e detalhados pelo processador de som;

3. A bobina transmite o som codificado para o implante coclear e o conjunto de eletrodos que estão no ouvido interno;

4. Então, eletrodos estimulam os nervos auditivos da cóclea;

5. O nervo auditivo transmite os sinais sonoros ao cérebro, que os interpreta como sons.

 

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