A primeira infância sob múltiplas telas na Pandemia

Há quase um ano, em julho de 2020, um documento desenvolvido pelo Núcleo Ciência Pela Infância trazia alertas e orientações sobre os aspectos negativos do isolamento social no desenvolvimento infantil.

Claro que o texto da USP tratava mais diretamente das crianças que vivem em famílias “menos funcionais” (não necessariamente disfuncionais) e em regiões de “risco social”, mas um ponto me pareceu pertinente:

Defendem que o ensino remoto não seja utilizado para essas crianças, seja por questão de saúde quanto por razões pedagógicas.

Argumentam que as crianças pequenas aprendem “por meio de experiências concretas, interativas, lúdicas e integradoras de várias áreas do conhecimento” e que a exposição às telas, sem interação real, deixa o aprendizado infantil fragmentado e descontextualizado.

Dez meses depois, apesar de tanto “espernearem”, o homeschooling caminha (até no Congresso, finalmente) e o ensino híbrido se tornou prática comum, da EMEI a Universidade.

Honestamente, como mãe de 3, dois universitários (um em universidade pública, outro em privada) e uma menina do Ensino Fundamental 1, vejo que este caminho foi o único possível.

E mais: para algumas áreas educacionais, não há volta. E para outras, as alternativas se mostraram muito mais atraentes, eficientes e baratas.

Atualizando as ponderações dos “cientistas” no início da pandemia, no mês passado a Unicef alertou (finalmente) que as crianças de 6 a 10 anos são as mais afetadas pela exclusão escolar na pandemia.

A ciência considera, hoje, o período intrauterino e os primeiros anos vida essenciais para o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo do futuro adulto. Segundo os especialistas, nesse período o cérebro se desenvolve rapidamente, com formação e fortalecimento dos circuitos neurais facilitados por estímulo e relações afetivas.

Então deveríamos dar MUITO mais atenção a esta faixa etária? Sim ou com certeza? Mas é justamente nesta idade que (a sociedade) quer dar a entender que só “estranhos” teriam condições de cuidar dos filhos.

Como evangélica, me incomoda (muito e sempre) a posição paternalista do Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI), órgão financiado por instituições nacionais e estrangeiras que acabam de lançar, em edição especial, o documento Repercussões da Pandemia de COVID 19 no Desenvolvimento Infantil, com orientações para pais, responsáveis, profissionais e autoridades públicas.

Não consigo conceber que essa “ciência que muda de ideia com frequência” possa ser a única e definitiva fonte de conhecimento e diretrizes para a vida em família.

A família é projeto de Deus e como cristã (evangélica) eu creio que a Bíblia, como palavra de Deus, é o manual inerrante para nos guiar. E ela não muda conforme os ventos. Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre.

Defenda a sua família. Não aceite o que outros, baseados em ideias científicas que vêm e vão ao sabor do vendo, definam os rumos do seu lar.

E deixo uma dica: assistam a palestra sobre Infoxicação, da psicóloga Lídia Menecucci dos Santos, neste vídeo! Me edificou sobremaneira.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s