Aí (também) tem uma menina que quer ser astronauta?

Na nossa casa temos uma menina que tem na matemática sua disciplina favorita e que sempre diz que quer ser astronauta. O irmão, que tem colegas de universidade que fazem Engenharia Aeroespacial (sim, isso existe e em universidade pública boa, a UFABC), anima-a o tempo todo!

Acostumamos a mostrar sempre notícias que animem e que mostrem mulheres cientistas.

E assim hoje a notícia foi a da cientista brasileira Angela Villela Olinto que faz parte de um hall extremamente seleto: a Academia Americana de Artes e Ciências

Ao tornar-se membro da Academia Americana de Artes e Ciências, a brasileira passa a fazer parte de um grupo que conta com nomes brilhantes, inclusive o do físico mais conhecido do planeta: Albert Einstein. Além da importante cadeira, semanas atrás, Villela Olinto passou a integrar, também, a Academia Nacional de Ciências — uma instituição privada sem fins lucrativos, que foi estabelecida sob uma carta do Congresso assinada pelo presidente norte-americano Abraham Lincoln, em 1863.

Especialista em física de astropartículas, a brasileira é professora da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, e reitora da Divisão de Ciências Físicas e Matemáticas da instituição. Formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutora pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ambos em Física, Villela Olinto ainda trabalha em projetos em parceria com a agência espacial dos EUA, a NASA

Em entrevista à revista Exame, ao comentar sobre se tornar membro das duas academias, a brasileira disse que era uma “grande alegria”:

“É uma imensa honra ser membro de uma destas duas instituições históricas, as academias mais importantes na ciência nos EUA. Sou privilegiada por ter seguido perguntas inspiradoras sobre o nosso universo, e ter construído parcerias e colaborações brilhantes no caminho. É uma grande alegria ser reconhecida pelos meus colegas cientistas, especialmente em um ano tão desafiador”.

Angela Villela Olinto ainda incentivou as mulheres a trilharem o caminho da ciência:

“A beleza da ciência, como da arte, é, ou deveria ser, acessível a todos nós. Se esta beleza lhe inspirar, não deixe ninguém dizer que não é para mulheres. Leia, estude, aprenda com sinceridade e tenha respeito pela beleza complexa da área que escolher.”

A física brasileira completou:

“Seguindo a sua intuição, dedicação e convicção, você pode ir muito longe. Como numa escalada, se focar no caminho a frente, quando chegar no alto pode olhar para trás com orgulho da escalada cumprida.”

“A beleza da ciência, como da arte, é, ou deveria ser, acessível a todos nós”

A frase da cientista (“A beleza da ciência, como da arte, é, ou deveria ser, acessível a todos nós”) me lembra uma notícia que também vi nesta semana:

Projeto de Ciências da USP, destinado a atrair meninas de 14 a 17 anos para as Ciências Exatas, ignora sexo biológico e permite inscrições de qualquer um que declare estar identificado com o “gênero” feminino.

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