Qual o limite para as crianças?

Qual o limite para as crianças?

Por Pr. Cláudio Godoy

Ensine a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele. (Provérbios 22:6)

Em 1997 o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) proibiu um comercial da VW Kombi, nele dois garotos, o primeiro disse que quando crescer queria ter um carro conversível, e ele se imagina, dirigindo com uma mulher linda do lado. O outro garoto para espanto do primeiro, disse que quando crescer queria ter uma Kombi, e ele se imagina, dirigindo uma Kombi cheia de mulheres lindas e uma loira lhe dá um beijo. Um dos comerciais mais criativos já produzido, mas o Conar considerou o uso de crianças, inadequado…

Quando eu era criança, existia um cigarrinho de chocolate, na embalagem um menino fumava o cigarrinho de chocolate, o produto foi proibido. A indústria do cigarro, investia no público infanto-juvenil, o cigarro Camel, tinha um simpático mascote, um camelo, o Joe Camel, era bem descolado, andava de moto e carro, ia na discoteca, e por pressão o personagem foi banido, justamente por influenciar adolescentes. Em 2006 episódios do clássico desenho animado, “Tom e Jerry” , Texas Tom, de 1950, e Tennis Chumps, de 1949, foram censurados, primeiro na Inglaterra e depois no resto mundo, porque o gato Tom, fumava e era uma influencia negativa para crianças. Que por serem crianças não tinha a capacidade cognitiva de avaliar o que é certo ou errado.

A dedução parece ser muito logica, se crianças e adolescentes, precisam ser protegidos, de produtos como cigarrinhos de chocolate, comercial de cigarro com mascote simpático a criança, comercial em que um menino sonha que está dirigindo uma Kombi, cheia de mulheres lindas e até de desenhos animados, onde um gato, fuma um cigarro. É claro que então é conveniente que crianças não sejam usadas em comercial, de hambúrguer, onde o foco não é o sabor do hambúrguer, mas a nefasta ideologia de gênero, um assunto complexo até para adultos. Mesmo com a desculpa de ser isso uma estratégia para se combater o preconceito homofóbico. Esse comercial polemico deveria ter sido proibido. Assim como o uso de crianças nesse tipo de campanha publicitária.

Porem a Comissão de Diversidade Sexual da OAB-MG, implicou com um outro vídeo, onde crianças em resposta ao vídeo que promovia a ideologia de gênero, fizeram um protesto, uma criança diz:  “meu Deus me fez menina” e outra fala: “meu Deus me fez menino”. Por isso, a nossa resposta contra a ideologia de gênero é: ”meu Deus nunca erra!”. É claro que assim como o vídeo da rede de hambúrguer, usando crianças para defender a ideologia de gênero, causou polemica, o vídeo contra a ideologia de gênero, causou também polemica. Porem aqui houve dois pesos e duas medidas e para a OAB-MG, a publicação promoveu o discurso de ódio. Alexandre Bahia da OAB entendeu que: ”vai na contramão de direitos já alcançados e extrapola o direito à liberdade religiosa” 

Alexandre Bahia afirmou que a comissão estuda medidas contra a postagem, que na opinião dele promove um discurso de ódio: ”Me parece que isso resvala de um discurso religioso para um discurso de ódio. A comissão vai se reunir e ver quais medidas podem ser tomadas, desde uma ação cível, uma ação civil pública, por exemplo, de danos morais coletivos até eventualmente fazer uma denúncia ao ministério público para eventual ação penal de racismo”. Em entrevista ao MGTV da Rede Globo. Endossando o ataque cristofóbico, Gregory Rodrigues Roque de Souza, presidente da Aliança Nacional LGBTI+ disse: ”Nós não queremos confundir a fé de ninguém, nós não queremos tirar a inocência de nenhuma criança, nós acreditamos que as crianças devem ser preservadas. Essa propagação de discursos falaciosos promove a destruição das conquistas já obtidas”.

Com certeza ele não sabe é nada de teologia cristã, para saber o que pode ser confuso para a fé de um cristão. O mérito é em primeiro lugar a ciência, Deus criou, homem XY e mulher XX, qualquer coisa fora disso é uma heresia cientifica. Faça uma exumação de qualquer cadáver humano e um teste de DNA só terá dois resultados possíveis, ou era XY ou era XX. Quando nasce uma criança ou é menino ou menina, se depois de crescer, a pessoa escolhe querer ser algo diferente da natureza que ela nasceu, isso é um problema dela, que não diz respeito a ninguém. Adultos são livres para fazerem o que quiserem de sua vida sexual. Porém Ideologia de Gênero não é uma ciência exata. É um assunto complexo até para adultos e principalmente para crianças é algo confuso.

Uma criança cristã, falar que Deus não erra, ser considerado um discurso de ódio, só pode ser coisa de gente que defende um discurso de ódio cristofóbico. Não aceitar o contraditório é típico de ditaduras socialistas. A OMS em 17/05/1990, desclassificou a homossexualismo como doença. Porem a mesma OMS considera como doença, uma pessoa que sofre de Anorexia, um distúrbio alimentar que leva a pessoa a ter uma visão distorcida de seu corpo. Onde ela apesar de ser magra se “vê” como gorda, ao olhar no espelho se vê completamente diferente do que de fato é. Se isso é considerado uma doença, como então um homem, barbudo, com órgão genital masculino, que se “vê” como uma mulher, pode ser algo normal? Dois pesos e duas medidas? Não pode questionar?

O simples questionamento filosófico, teológico e cientifico é um discurso de ódio? O que é homofobia ou o que é ser homofóbico? O termo foi criado em 1971 pelo psicólogo George Weinberg, para qualificar pessoas que nutridas por um sentimento de ódio, matavam homossexuais. Não é apenas implicância teológica de fanáticos religiosos. Veja a polemica das atletas trans, que trazem desiquilíbrio ao esporte, uma atleta mulher natural, não pode disputar contra “uma” oponente, que é de fato um homen biológico. Rotular de preconceito homofóbico e discurso de ódio que resvala a liberdade de expressão é um exagero. Seria o mesmo que de forma generalizada, acusar de cristofóbico, todo aquele que não concorda com a doutrina cristã e faz criticas a pastores e igrejas.

Ao censurar qualquer critica a ideologia de gênero, do ponto de vista, cientifico, filosófico e também claro teológico. Defendendo o uso de crianças a favor? Mas sendo contra o uso de crianças, contrárias? Dois pesos e duas medidas? A OAB resvala feio, contra o que é mais importante em uma democracia, a liberdade de expressão. Se criança pode participar de campanha publicitaria de pautas progressistas identitárias de viés ideológico de Esquerda, criança também pode participar do contraditório, campanha publicitaria de pautas conservadoras, cristãs de viés ideológico de Direita. Aqui é a OAB que está extrapolando sua função, ao tentar censurar o direito à liberdade religiosa, que faz parte da liberdade de expressão, assegurada na Constituição, artigo 5º incisos IV e IX.

”Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;”

Pau, que dá em Chico, também dá em Francisco. Se criança pode participar de campanha de pauta progressista identitária, de viés ideológico de Esquerda, criança também pode participar de campanha cristã conservadora de viés ideológico de Direita. O direito ao contraditório faz parte da liberdade de expressão, sem o qual não existe o Estado Democrático de Direito. O verdadeiro respeito a Diversidade, começa com o respeito a liberdade de expressão da diversidade de pensamentos contraditórios. Censurar apenas um lado, constitui a imposição de uma ditadura por parte do censurador e seu grupo. Isso cidadãos cristãos não vão aceitar.

Pr. Cláudio Godoy

06/07/2021

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