Crianças só têm uma infância, roube-as dela e elas a terão perdido para sempre

É isso… ou contra isso que luto, para a vida da Manu ser de criança, não de mini adulto vivendo uma agenda que agrada a vaidade dos adultos consumistas e competitivos.

Mas, para mudar isso, precisamos que mais pais acordem!

Crianças só têm uma infância, roube-as dela e elas a terão perdido para sempre.”

Antes de conhecer o mundo das letras, toda criança deve desenvolver outras habilidades mais importantes. Coordenação motora, linguagem e sociabilidade, por exemplo, são competências que ajudam na vida escolar e ainda contribuem para a formação pessoal. Por isso, deveriam ser prioridade nas instituições que oferecem educação infantil.

Na prática, porém, a realidade é outra. Com autonomia para definir o próprio projeto pedagógico, escolas privadas antecipam cada vez mais a alfabetização. Reduzem o lazer das crianças, trocam jogos e brincadeiras por exercícios de escrita e leitura e, consequentemente, sobrecarregam os alunos com atividades.

http://www.maecomfilhos.blog.br/2017/05/bases-da-educacao-infantil.html

 

Não faltam justificativas para a prática.

“Muitos pais têm pressa de ver o filho lendo e escrevendo e acabam transferindo essa ansiedade para as escolas que, para atender às expectativas dos adultos, começam a alfabetização ainda no ensino infantil”, explica Emiro Barbini, presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG).

Há também uma falsa impressão de que o melhor colégio é o que consegue ensinar os alunos a ler e escrever mais cedo.

http://www.maecomfilhos.blog.br/2015/06/sentirnapelefazcrescer.html

Mas a “neurose” dos pais e a preocupação das escolas são desnecessárias.

“Há competências mais importantes do que essas para serem ensinadas às crianças. Mais relevante é desenvolver a psicomotricidade, a socialização, a capacidade de dialogar. Habilidades aprendidas por meio da brincadeira e do faz de conta”, diz Maria Auxiliadora Monteiro, pesquisadora em educação e professora da PUC Minas.

A opinião é compartilhada por Mônica Baptista, professora da faculdade de educação da UFMG e do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da universidade.

“Tenho ouvido depoimento de alunas minhas que fazem estágio sobre um verdadeiro massacre às crianças. Escolas que diminuem o tempo de brincar livremente, ignoram as atividades lúdicas e artísticas para forçar os alunos a fazer exercícios motores que não têm sentido algum”.

http://www.maecomfilhos.blog.br/2017/03/ensinando-as-letras-para-os-pequenos.html

Nós, do @maecomfilhos, sempre buscamos mesclar brincadeira e aprendizado, sem cobranças. Mas nem todo mundo é assim, infelizmente.

Uma história, em especial, chamou a atenção da educadora.

“Uma criança reclamou de cansaço porque não aguentava mais brincar de letrinhas”.

Segundo Mônica Baptista, a educação infantil não deve ser vista como uma simples preparação para o ensino fundamental, porque essa etapa tem conteúdos específicos que devem ser trabalhados – principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento cognitivo e emocional dos pequenos.

(Texto de Raquel Ramos no Hoje em dia)

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